quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Liberdade de Expressão (ou falta dela...)

Foi este o tema que escolhi para o texto de Português de que vos falei há uns dias atrás. Feito e entregue na terça-feira. E hoje, aqui, para vocês:


Desde sempre ouvi dizer que é a falar que as pessoas se entendem e, ao longo do tempo, tenho vindo a certificar-me disso. Sendo assim, a ditadura é algo que me deixa completamente revoltada e injustiçada, pois ninguém tem o direito de proibir alguém de expressar os seus pensamentos e opiniões só porque lhe é superior.

Mas a falta de liberdade de expressão não é apenas o resultado de uma ditadura. Todos nós, regularmente ou não, somos vítimas de uma “própria proibição”. Quero com isto dizer que nós, muitas vezes, dependendo da situação/pessoa que temos de enfrentar, não damos a nossa opinião, não repreendemos alguém nem criticamos algo, mesmo que construtivamente, com medo de sofrer represálias, ou porque o outro nos é superior ou porque nos é muito próximo. Imaginemos as seguintes situações
  1. O patrão de uma empresa (bastante autoritário, intimidativo e orgulhoso) apresenta um projecto. Há um empregado que pensa que esse projecto não terá hipótese de sucesso no mercado. Irá o empregado dar a sua opinião?
  2. O melhor amigo de X pessoa apaixona-se e começa a namorar com uma rapariga com tendências para as drogas e outros vícios. Irá essa X pessoa alertar o seu melhor amigo para o namoro que então iniciara?

Bem, tanto na primeira como na segunda situação, a decisão provável dos indivíduos em questão será a mesma: o silêncio, a abstenção da sua opinião. A falta de liberdade de expressão, causada pela tal “própria proibição”, em ambos os casos é compreensível. O empregado não irá opinar sobre o projecto com medo de ser despedido ou de outra forma prejudicado profissionalmente, devido à personalidade do patrão, e a X pessoa não irá alertar o seu melhor amigo com medo que, como ele se encontra “cego” pelo amor, escolha antes a namorada que ama do que a amizade que estabelece com X pessoa. E talvez será o mais provável acontecer (o despedimento e o fim da amizade). Mas se, tanto o empregado como a X pessoa opinassem, as coisas iriam correr melhor, pois mesmo que a razão não lhes fosse atribuída no momento, ser-lhes-ia atribuída mais tarde, podendo o empregado recuperar o emprego e a X pessoa a amizade!Por isso, quer sejamos vítimas de uma ditadura, de uma proibição vinda de outrem, quer sejamos vítimas de uma proibição criada por nós próprios, alimentada pelo receio de desiludir ou perder, nunca nos devemos calar! 


Não devemos ter medo das consequências das nossas palavras, pois se elas foram inadequadas em relação a determinada situação, estaremos presentes para assumi-las e pagar pelos nossos erros, como seres humanos sensatos e sérios que somos. E já que que somos uma sociedade tão lamurienta, duma coisa não nos podemos queixar: o direito de falar é nosso, pertence-nos, e, como tal, devemos dar-lhe uso… Pois se há coisa mais justa e merecida, pelo que conta a história nacional e do mundo, é o direito à liberdade de expressão!

1 comentário:

Filipe disse...

Gostei bastante merluzzo :)