sábado, 16 de junho de 2012

O povo português

Bem, não é novidade para ninguém que estou a estudar para Português e, por isso, estou a estudar Os Lusíadas e Mensagem.
Aquilo que ao início achei desinteressante e altamente secante (bem, a parte do secante ainda acho um bocadito), tornou-se em algo que, com o estudo e melhor compreensão, bastante diferente. Já na altura, Camões enaltecia o povo português pela coragem e heroísmo mas, ao mesmo tempo, criticava-o por não darem o real valor àquilo que era nacional. Passados cinco séculos, o panorama é o mesmo. A mania de criticar o que é nosso que tínhamos há antigamente, continua a ser o vício que temos actualmente. Mais do que o vício de criticar, é o vício de desprezar algum feito nacional. Bem, eu não sou a pessoa mais indicada para falar nos prémios da literatura, do cinema ou mesmo da ciência que já ganhamos, mas tenho conhecimento de muitos campeões portugueses no desporto dos quais ninguém tem conhecimento, muito também por culpa da comunicação social que nunca faz referência a isso. 
Bem, Fernando Pessoa acreditava que o D. Sebastião e a seu espírito aventureiro e corajoso iriam regressar um dia e criar um império moral e civilizacional que o povo português tanto precisava e continua a precisar. Ainda estamos à espera desse regresso, ele no céu ou no inferno, e eu na terra. 
Agora percebo porque é que estas obras continuam a fazer parte do programa de Português de 12º ano. É que apesar de d'Os Lusíadas serem de 1572 e da Mensagem ser de 1913, a aproximação com a actualidade é altamente incrível, o que me leva a crer que este vício português nunca vai mudar e iremos ser para sempre, apesar de simpático e acolhedor, um povo "pobre e mal agradecido".

2 comentários:

Suspiros disse...

se sair "Mensagem" ou "Lusíadas" no exame as respostas vão ser todas baseadas na actualidade xb
Acho que os ministros e a Troika deviam de ler aquilo brevemente, talvez assim já soubessem que raio fazer a esta economia .

P.

B disse...

Eu adorei "Mensagem" de Fernando Pessoa fiquei rendida!! E outro escritor que me surpreendeu foi o "Memorial do Convento".