terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Preservativos no metro

Lembram-se do rapazito da minha faculdade que me esticou a mão e me deu dois preservativos? Ele na altura disse-me que andavam a distribui-los no metro, mas eu como fiquei tão constrangida com o pseudo piropo dele, nem questionei sobre o assunto.
Ontem, quando estava a vir para casa no metro, aparece-me um homem à frente, e dá-me um panfleto e um preservativo. E quando eu já estava a começar a pensar que os preservativos no metro me perseguem, eis que ele começa a "discursar" para o metro inteiro, a dizer que era portador do vírus da SIDA e que para ter uma casa e um sítio onde comer, era "obrigado" a fazer isso por parte de alguém. Não sei se era verdade, se era mentira. A verdade é que ajudei naquilo que pude. Eu e qualquer outra pessoa naquela carruagem, que mesmo que no início não tivessem aceitado o preservativo e tivessem-no olhado de lado pelo aspecto menos bom que ele tinha, mal ouviram ele a dizer que tinha SIDA, não hesitaram em ir ao porta moedas e dar uma ajuda, mesmo que pequena. Isto sim, é bom de ver nos dias de hoje.

2 comentários:

Anónimo disse...

Também estudo no Porto, na grande casa que é a UP, e também já vi senhores como esse de que falas. E, acredita, na maior parte das vezes é mentira! Os medicamentos para os doentes de SIDA são grátis pelo que, se usarem o argumento de "ah e tal não tenho dinheiro para os medicamento" não te fies! Senhores como esse de que falas já me abordaram com este discurso e, talvez um dia, também te depares com a mesma situação.

Mariana

Inês disse...

Eu desconfiei. Mas penso sempre: "E se é verdade?". Por isso é que também não contribuí com muitos. Mas contribuí e fiquei de consciência tranquila.