terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Random

Toda a nossa vida é regida por decisões. Boas ou más, são elas que influenciam a nossa vida. E, muitas vezes, as boas decisões são sinónimos de sofrimento, angústia e até arrependimento, quando o coração fala mais alto. Mas basta pensarmos um bocado, usar o cérebro, que esbarramos contra uma triste, mas melhor realidade. Pelo menos no momento da decisão, se a tomamos, é porque achamos que é a melhor coisa a ser feita. Talvez o tempo comprove o contrário, talvez não. No entanto, raramente há volta a dar. E por isso é que as decisões na nossa vida, pequenas ou grandes, têm que ser tão bem ponderadas e pensadas, porque algumas delas implicam não voltar a ter, não voltar a ver, não voltar a ser. 
Odeio planos. Que adianta estar a planear um futuro se tudo isso pode ir por água a baixo? Hoje eu posso querer muito que no futuro se passe uma coisa, mas amanhã já posso querer o oposto. E isto porque nós, todos os dias somos pessoas diferentes. A influência do ontem no hoje já faz com que sejamos uma outra pessoa. O ontem ensina-nos coisas que anteontem não sabíamos. Mas hoje já o sabemos. Então, não vamos voltar a cometer os mesmos erros, não vamos voltar a agir da mesma maneira, não vamos confiar mais naquela pessoa, não vamos voltar a ser os mesmo. Que interessa eu hoje estar a dizer que para a semana, no dia x, vou fazer isto com x pessoa, se amanhã eu poder mudar completamente a minha opinião? E se não mudar?, perguntam vocês. Fazer planos continua a ser uma merda. Isto quando o planeado é algo cujas expectativas são especiais. Irá ter o mesmo sabor? Não, nunca. Porque até essa coisa especial acontecer, já tivemos muito tempo para pensar nela, no que poderá ou não acontecer, no que eu poderei ou não fazer, no que a outra pessoa nos poderá dar ou não.
Às vezes gostava de ser menos racional. Acho que se o fosse, seria mais feliz. Quer dizer, eu até sou uma pessoa que "deixa acontecer naturalmente", como terá de ser, será. Ou não. Se calhar acho-me assim e sou mais racional do que penso que sou. Se calhar o problema é mesmo esse... O que sou eu? O que faço eu aqui? Talvez uma pessoa como tantas outras no mundo, só que com um novelo de lã no lugar do cérebro, um oceano no lugar dos olhos e uma coroa de espinhos no lugar do coração.

2 comentários:

Belleine ∞ disse...

identifico-me completamente com as tuas palavras :/ adorei o texto *

Anónimo disse...

Apetecia-me brincar e dizer:"Que interessa viver se amanhã podemos morrer?". Mas é melhor não! Concordo em parte com o que aí disseste.

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